sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vivo uma vida de desconserto
De melodias impostas e erráticas
Plena de notas problemáticas
Quando eu só a queria simples
Acusticamente desconstruída
Como uma cançāo de embalar
Desversadamente descomplicada
Em que a música nos enleva tudo
Dormentes sem querer pensar nada
Queria viver despautadamente
Numa linha de requiem com batota
Viciando tudo o que me faz baralho
Sem maestro e nem sequer batuta
Longe deste falso concerto faustoso
Mas esta vida é tão afinadamente
Menor e por demais sustenidamente
Alegre mas nunca demasiadamente
Tão classicamente filha duma pauta
Que quem não segue sua orquestra
Dá por si orador sem palanque
Nem plateia que lhe escute a palestra

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