terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"Maneirismos"

Numa mesma língua se afiam idênticos significados
Transpostos em palavras em jeito de codificação
Consoante os jeitos da gente e origens de seus lados
Cuja língua reúne várias expressões de uma nação

Os sostras se lhe soubessem o significado
Procurariam gente cuja preguiça os não tem incomodado
Buscando gémeo no testo para a sua testa
Na tampa da cabeça que o cérebro lhes não molesta

Os lorpas não se julgariam tolos fora de sua terra
Forjariam antes o engenho pedindo alheios lumes
Ganhando talvez maneira de perceber que tais códigos
São simples maneirismos de pessoas doutros costumes

Os que perante estrugido o nariz se lhes não demanda
São refogados nas maneiras alheias que os confunde
Perdendo o cheiro das palavras que em outra banda
São expressões que fluem com odor de perfume

Os que julgam lhes ser dita ofensa por aqui há atrasado
Desconhecem que o tempo não se mede apenas em passado
Pois o tempo em meia hora criou mil expressões
Que até ao meio dia e meia vai gerando ilusões

Outros aprisionam suas falas em aloquetes
Encadeando outros maneirismos que desprendem
Vão guardando em cruzetas seus soquetes
Não sabendo que em cabides eles se não prendem

O bolo pode ser pastel e o pastel de nata, nata
Gerando fome aos ouvidos e confusão
Mas doutra forma a língua seria chata
Se todos igualmente a dissessem na mesma nação

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