quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Respirar, Nunca Descansando"

Quero só, apenas somente, viver pelo ar, do que me é concedido na cercania da minha sombra e da dos que deixam de inalar e são devolvidos ao universo. Anseio cada sopro invertido que se lhes parou. Sou todo eu um ser respirante, mas tão apenas, respiro por tudo o que me foi formado e pelos apêndices que ainda se me formarão, sou apenas poros e narinas que vão absorvendo até a distracção dos que também julgam que é pelo ar que somos, só por ele, nada mais. Nunca paro, mesmo entre golfadas respiro ainda mais intensamente, até quando exalo respiro, nunca me sustenho. Vou alimentando o vício, gerando fora de mim vácuo que me permita paz no descanso em levitação de ausência de gravidade por querer apenas respirar, mas tão ínvia ilusão de sossego, pois sigo em apneia do que realmente interessa e que no ar se não capta.

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