terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Ode aos Meus Filhos"

O meu coração habitou os meus olhos assim que te vi
Frágil e desprotegida tomei-te em meus braços e jamais esqueci
Por mais que viva, nunca olvidarei a força que cedo imprimiste
Por te ter tido, que privilégio, quando definitivamente partir nunca o farei triste

A sorte dos deuses sorriu-me de novo, alguns anos após tal sentir
Pequeno e ansioso surgiste, e em perigo estiveste, mas antes eu morto
Sofrimento atroz do vislumbre que poderias sucumbir
Hoje os meus olhos habitam o teu coração procurando rumá-lo a bom porto

A ambos vos provoquei dor quando tive temporariamente de partir
Procurei o meu refúgio tentando o menos ferir
Hoje sinto-vos as estrelas mais reluzentes do firmamento
Apesar do fugaz, mas inevitável, afastamento

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