quarta-feira, 30 de maio de 2018

"The last Song"


Music was still on for us

When you opt to leave the floor

But I won't linger anymore

You´ve became now forever

My last unopen door

And this was my last song


So don't keep hanging on

Hoping I'll reopen us

The dream may still be over

But I can quite well live along


And you don't need to prove you're right

Cause I can prove you're so dam wrong

But it isn't worth to fight

My mouth has quit its tongue

No more surrenders to your last song

(x2)


And words are now just silence

So I need to and will move along

In this emptiness of reliance

I'll enframe your last defiance

And seed roots for a new song


And if one day you find you're wrong

I won't stay to be the right one

Cause my roots had strengthen

A new tree has grew again strong

And its branches won't reach for you

So forget we've ever had a song


So it isn't worth fighting

Your voice has left for long

And the words you've left unspoken

Are the ones I now sing alone

This was your last choice

This was our last song


And if one day you find you're wrong

I won't stay to be the right one

Cause my roots had strengthen

A new tree has grew again strong

And its branches won't reach for you

So forget we've ever had a song

(x2)



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Hoje vou dar colo à minha vida
Esquecer para sempre
Esta ou aquela tristeza
Tão bem e mal esquecidas
E até as outras
Das noites perdidas
Dos dias em que só me perdia
E de súbito me omitia
Sem sombra de beleza

Hoje serei total subtileza...

Vou deixar a louça por lavar
E a roupa por estender
Enlouquecer o sofá
Por não ter
Quem se lhe sente

Não mais dormente...

Hoje acendo-me
Resplandecente
E fogueio um passado
Sem mais presente
Passo-o pelas brasas
Dou-lhe tez de carvão

E esqueço o banho do cão
Dou abandono ao fogão
Salto-me como uma pulga
Em minha própria direção

Altivamente...

Hoje sinto eu e sinto muito
Por mim e por muita
Daquela gente
Que já não sente
E se senta
Apenas se senta...

Ausente
Num passado presente...

Ah! Vou na poltrona da vida
De coração lavado
D'alma estendida
De espírito requintado
Por um amor cozinhado

Lentamente...

E eis que me bate à porta
Gente
Pouco resplandecente
Daquela que não sente
E anda sentada de pé

Triste, não é?

Mas, surpreendentemente...

Convido-os para entrar
Não se querem sentar?
Lavar as mãos?
Estender os casacos?
Não tenho brasas na lareira
Desliguei o fogão
Mas ha café na cafeteira

Sou insolente...

Dão as horas na igreja
E o cão ladra de perdição
Sem que eu o veja
Ou me reveja

E o jantar
Encomendado
Como as almas
Chega à mesa
Toda a gente se senta
E assim se ausenta
Em sublime redundância

Latente...

Mas eu continuo resplandecente
Sozinho
E orgulhosamente
A dar colo ao que me falta
E fogo ao que faltou
Àquela gente
De pé para a vida
Arreado do passado
Jamais sentado

Hirtamente...

E no meio de mim
Sem tristeza
Numa súbita beleza
Vejo-me perdido dessa gente
E acho-me novamente

Duradouramente...

Boa noite
Até à próxima!
Voltem novamente (ou talvez não...)

E um inteiro de mim
Volta ao presente...

Sento o cão ao colo
Já não ladra perdidamente
Está dormente
E afago-lhe o pelo
Que fica em pé

Imponentemente...

Olho para a mesa
Cadeiras vazias
Pratos lavados
Toalhas estendidas
Copos por banhar

Parece que nem esteve lá gente...

Terei sonhado?
Ou foi parte de mim
Que me visitou
Saiu pela porta
E esqueceu o passado?

Não importa
Devo estar cansado
Vou dormir
Hoje ficou-me tudo arrumado
Mas amanhã ainda tenho a lida da casa

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A esperança será sempre
A primeira a nos morrer
Se antes dela nos alcança
Uma súbita desesperança
De nem sequer a querer ter

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Não queiras ser minha
Nunca te quererei minha
Quero-te apenas de ti
Sem te deter jamais

Porém, quero-te do meu lado
Mas, prometo, nunca serei teu
Sempre e apenas de mim
E, contudo, sempre do teu lado

Nunca me queiras diferente também...

Porque tu tão livre assim
E eu nesse descompromisso
Mas ambos num único lado de dois
Seremos longamente de nós...

sábado, 19 de maio de 2018

Não
Não sofro de solidão
Não enquanto doença
Mas ela contagia-me,
pelo menos,
Descrença de coração

Por me silenciar do amor
Dizendo-me sim à escuridão
Virulando-me muitas noites
Já imunes à paixão

E contudo, não,
Não sofro de solidão
Prefiro apenas pensar
Padecer de uma simples condição

Temporariamente breve
O tempo far-se-á solução

E ainda assim
Estou a tratar-me disso...

Mas o remédio, esse,
Tomei-o
Sequer inventeio-o?
Não
Ainda não...

Porém
Pesquiso-o todos os dias
Sem perder a réstia de crença
Patente ainda no meu coração

Serei minha própria resolução!

E um dia
Já curado do que não sofria
Incondicionalmente
Também
Render-me-ei do que nem foi
Assintomaticamente
Sequer passageira condição...


terça-feira, 8 de maio de 2018

Um pequeno rasgo de noite
Num cardado céu de estrelas
Cadentemente singelo
Prometendo mais noite
Além da que se avizinha
Adivinhando mais mundos
Avizinhando-se n'outras esferas
A outras coisas como terras
Ainda por prometer
Encobrindo tantas outras noites
Que, por ora,
não se descobrem
Somente se imaginam
Nos pequenos pontos de luz
Que o universo entrecorta
Entre as estrelas daqui
E também dali
Seja isso onde for
E porém um pedaço de noite
Pequeno,
para tantos dias,
Singelo,
para tanta decadência
Mas tão, rasgadamente,
prometedor
Vou mirando o fio do horizonte
Daqueles em que o sol afaga a água
Num pôr de tarde que me renova o dia

Nele sinto o mar e a poesia
No vento esvoaçam-me palavras
Sopradas pelo canto da maresia

E desse encanto sem sereia
Trovo versos de maré
Na linha de espuma da areia
Que anseia afagar-me o pé

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Voltei a ter saudades de sentir
Quero, de novo, o brilho do sol
E toda a incerteza do mundo
Que sinto girar sob meus pés
Lembro-me, outra vez, mesmo agora,
Que vale tanto a pena tentar ser feliz

E que quando o não for
E poucas não serão as jornadas
De somente luas cinzentas
Ostracizadas em reposteiro de nuvens
Ao menos não guardarei a dor
De me ter esquecido de mim

sábado, 31 de março de 2018

Triste por natureza
Louco por pouca opção
Alegre sem franqueza
Ingénio sem noção

De fraco bater sem calma
Eis mal assim, mas tudo então
O que bem podia ser minh'alma
Mas, por desprezo, é só coração

Deitado fora dos meus sonhos
Por janelas que nunca rasguei
Vive rasgados e bem medonhos
Pesadelos que sequer mal sonhei

Ritmo disfarçado, genialmente
De alegoria que não se acalma
Bate, contudo, tão loucamente
Por tristeza de bomba sem alma

Eis bem assim
Mas contudo senão
Ser disto apenas
Feito o meu coração

E de resto e no demais
Salvo erro, falha ou defeito
Próprios ou até de meu pais
Se porventura ele tivesse alma
Esta não tardaria a copiar-lhe o jeito...

Mas bate coração
Calmamente, bate, bate, bate
Afinal só para isso foste feito

domingo, 18 de março de 2018

A morte por aqui
Hoje se vos acaba
Abaixo a despedida
O adeus não me é nada
Decreto para sempre vida!

Não me preguem a partida
Só sou familiar da chegada
Nem aceito sermões de saída
Quero o céu de porta fechada
A firma deus está encerrada!

Diabo de mania mundana
Despedirem todos de enfiada
Esta empreitada quer-se insana
Como obra nunca acabada

Que celestial inferno!

Perante entreportas da morte
Entre botão de infeliz sorte
Ou um tímido truz truz
Ficar-me-ei sempre pela entrada
Ninguém me apagará a luz!
E também vos venderei nada!

Pois escuta, jesus
Se bem que não oiças
Eu bem sei
Tens a campaínha sempre avariada

Qualquer coisa minha, do jeito
Entre o coração e a alma
Vá lá, tem calma!
Nunca sairão do meu peito
Nunca serão tua malga!

Passarás uma fome dos diabos
Tu e esse bando d'anjos quiabos
E o mafarrico, esse nabo lá atrás
Mictará infernalmente no penico

Irra satanás!
É assim, e mais nada!
A vida é minha, que cambada!

Assunto encerrado
Caso eternamente fechado
A minha vida hoje foi-vos roubada
E toda a morte fica assim indecretada

Dito, feito e assinada!
Minha Lei,
Também assim promulgada!
Publique-se, para a eternidade...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Cuidei mais de mim/para mim/e menos de mim/para os outros/e descobri ser comigo próprio/mais parecido do que me julgava

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Preciso de ti/muitanto/como nunca/mas precisamente/apenas de ti

Porque nunca/como agora tanto/sem imprecisão/preciso de ninguém

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Em plena concordância/sombra na solidão/contrariada contudo/pela falta de instância

Em recurso de negação/ alegrar-se-ia por tudo/no retornar sentir/sentido e reluzente não

domingo, 31 de dezembro de 2017

Menina/ com olhos de mulher/ingenuamente enternecida/tão forçada amadurecer

Também mulher/com olhos de menina/julgando tanto se saber/...e na realidade/sequer se imagina

Ainda homem/de laivos rapaz/sério e mal com a vida/por tanto incapaz/de alegria esquecida

E rapaz/com ânsia de homem/barriga vazia de adultidade/saciando fome perversa/bem nutrido era/em boa verdade...

E mesmo tudo/com retina de nada/que emociona com e sem sentido/visionária de ideais/que não quis/ mas já quer/mas sem à vontade...

Poesia? Talvez, na (ir)realidade...

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

De uma porção de sofrimento
Numa longa e não suave dor
Solta-se um breve lamento
Mas nunca rendido ao torpor
Da agonia sem esquecimento

Nunca se é só feliz meu amor
Nada é sempre um portento
Mas mesmo em pleno desamor
Espera de mim ser-te bom alento
Sabes-me sempre atento, sem favor

Não te esqueças no esquecimento
Mas não relembres seja o que for
Se o passado foi certo e tormento
Incerto o futuro traz-te um melhor
Dia de outra chuva e menos vento

Não se é só feliz meu amor...
Nào te esqueças, por favor...

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Acontece que, por vezes, damos por nós a ter passado a vida querendo ser os outros, quando bastaria termos sido um pouco mais de nós.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Nascemos básicos
Morremos básicos
De permeio
Complexos princípios
De algo inteira
e
Completamente
Finito

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Hoje é dia de qualquer coisa
Nas gavetas cheias de passado
Reabertas promessas esquecidas
Feitas eméritas truncadas vidas

Celebre-se tal data no pó
Explanando em luz o desejo
Rangente como fechadura
Tangentemente assim perdura

Reforçado dia de candura
De espreitar por dentro
E por fora não saber ver
Ou pelo menos o não querer...

E amanhã para sempre
Véspera de algo de nós
Destinado a fundo escuro
Haverá também um dia ser
Comemorado pó de futuro

terça-feira, 27 de junho de 2017

Não detalhes o que queres dizer
Deixa a subtileza revelar-se
O coração fala-te mais leve
E os olhos mais se acreditam
Subentendendo-se uns noutros
Há segredos tão propriamente recônditos que nem sequer dentro de nós habitam. Partem um dia e perdidos os deixamos ficar até ao fim da existência.

sábado, 10 de junho de 2017

Há sempre um cheiro
Que me lembra de ti
Um odor de ser inteiro
Esquecido porque parti

Há sempre aquele som
Soberbamente sustenido
Que te traz de volta enfim
Eu que me soube esquecido
Relembro-te agora em mim

Haverá sempre uma palavra
Serenada no canto da fala
Que me encanta dita assim
Dizendo porque não me cala
Saber sempre em ti princípio
No permeio de não te haver fim

segunda-feira, 5 de junho de 2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Se o meu coração pudesse amar
Certamente que o não faria
Não porque não o quisesse
Somente porque o não saberia

Pois nele viveria a inquietação
De querer o que não sabia
Preferindo, apenas, ser coração
Desfeito do que poderia

domingo, 28 de maio de 2017

O tempo voltou a ter horas
Mesmo minutos também!
Deixou de ser um contínuo,
Amorfo, de apenas tempo!

Um novo espaço para existir!
É tempo de melhores dias
E dias de muito melhor vida
Felizmente, ainda fui a tempo!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Posso não atingir a perfeição, mas tenho-a sempre implícita em tudo o que faço ou mesmo no que não faço e simplesmente espero acontecer.
Tenho o jeito da palavra
Mas perdi o do sentimento
Nela, faço enjeitada
A falta, que dele
Abandonadamente,
lamento
Venho da minha terra.
Trago comigo, sem complexos, a urbanidade dos modos simples.
Gosto de experiências vividas, não sou de narrativas, as minhas palavras não têm poesia.
A viagem que faço é longa, de quase uma jornada no campo.
Quando as portas se abrem, sinto de imediato a falta do ar silvestre no odor do vento e, embora os sinais de maresia se misturem na poluição, são insuficientes para me fazer esquecer a minha casa.
Ainda que saiba que, nada, nunca, me fará esquecer a minha casa, tinha a esperança de sentir um mínimo de pertença no primeiro embate, mas não, sequer uma réstia.
O comboio já partiu para outros sentirem outras coisas quando tiverem de sair, diferentes, necessariamente diferentes.
Estou no meio de um chão de pedra, que é semi-envidraçado, mas sem transparências, uma mala numa mão e noutra um saco esfarrapado, como o envidraçado, opaco e apenas meio desfeito.
Ainda não refeito, desorientado e sem direção, começo a andar para umas quaisquer escadas que deixem adivinhar a luz da cidade.
As pessoas à minha volta andam, melhor, correm apressadas, com tal azáfama como a que apenas vejo nos poucos dias de festa na aldeia.
Mas eu deixo-me vencer, ficando para o fim, não tenho pressa nem venho em festividade, aliás, quanto mais me demorar, mais lentamente fica para trás a saudade que de ti, mas também de mim, já sinto...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Querer
Sem querer
E especialmente
Sem fingir
Não o querer
Única
E desprendida
Forma de ter

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Em terras de tão poucos
Há tanto para outros mundos
Mas restam apenas uns quantos,
Somente já tidos por loucos
Que nem por breves segundos
Conseguem saber esquecer
Que há tantas vidas sem refúgio
De gente que apenas, um pouco,
Sem subterfúgio, quer poder viver

Segundos que se contam em minutos
Minutos medidos em tempo de gente
Que as más horas dos nossos dias
Abandonaram na fronteira do desespero

" The last Song " Music was still on for us When you opt to leave the floor But I won't linger anymore You´ve became ...