segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não tenho medo de dizer
Que não tenho medo de morrer
Mas nesse primeiro grau de destemor
Esconde-se um secundário imenso pavor
Real imaginário que tanto me o faz temer


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Vivi quase sempre no sonho
Cedo me omiti da realidade
Quando realizei o que não vivi
Até para sonhar já era tarde

E da não vida que se apegou a mim
Só me desembaracei na despedida
Comecei-a sem lhe querer um fim
Mas acabei-a ansiando-lhe partida

Como num sonho esquecido
No instântaneo do acordar
Fui sem rasto de memória
Fui com a história por findar

Sonhar?
Não, realizar
Viver?
Sim, mas sem despertar...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Estou seguro de ti
Mas não de mim
Porque sei que tu não
E eu talvez já nem sim

De nós apenas
Restou segurança
Dos dias que fomos
E que já não temos

Mas também confiança
Do nada que somos
E que jamais seremos

Sempre o soubeste
Eu bem desconfiei-o
Tu nunca quiseste
Eu, mal, sonhei-o

Fica nessa estrada
Segui de partida
Ao destino de nada

Haveremos de nos reencontrar
Ainda que na despedida
Desta tão fugaz vida
Mesmo que só de fugida...

Até sempre...
Minha querida
Até sempre...
Amor ausente

Foste em mim vida
O meu melhor passado
Sempre te terei presente
Hoje e futuramente...

Levarei o toque da tua mão
Nestes versos dormentes
E sonhar-nos-ei novamente
Quem sabe talvez um dia...

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Sigo caminho de duas vias
Por mais que não queira ou faça:
Impaciência e desgraça
Ambas donas de um só destino:
Uma imensa solidão!

Fiz-me praça na madrugada
Eternamente acompanhado
E até aí fugazmente
Apenas pelo estridente ruído
Da recolha do meu interior

Que me tritura a mente
Mas nunca recicla
Todo este sem sentido
Do sobrante que depois resta

Despojado
Despejado
Das coisas
De mim
Sem rasgo
Mera fresta

Donde espreito
Sem respeito
Tudo o que me reconduz
Àquele mesmo só caminho
De duas vielas enceradas
Mas encerradas à luz

Onde por único vizinho
Tenho os arrebaldes
Do que já nem sei se é coração
Ou mera pulsão das minhas sobras

Por mais que queira
Ou não faça
Pacientemente
E sem graça
A solidão
Assenhorou-se de mim...

E nessa praça que me fiz
Nunca como outrora
Tomou-me o resto da vida
Mesmo antes do raiar de si
E do meu despontar
Onde já não mais existo
Onde só já ela mora

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Começo por ser tudo
Para no fim não ser nada
Como quem oferece um escudo
Enquanto já aguça a espada

No princípio é tudo mágico
Ilusão para os corações
E de seguida, num passe trágico
Somem-se todas as emoções

Corre depois um fio na água
Acorrentado sem nascente
Mas donde brota a mágoa
Que eu não queria corrente

Tão forte é sentir-te ausente
Que fragilmente me desaguo
E já nem sei saber se amo
Ou se apenas sou de amuo

E o nada que já duvida se sente
Esfuma-se num rio prepotente
Como pedra um tudo afogada
Julgando-se, de todas, a mais saliente

Vou correndo nesta corrente
Tentando ser diferente
Mas enquanto me enxaguo
E me revelo, finalmente
Caio num alçapão sem escudo
E a espada, antes por mim afiada
Ficou noutra mão presente

Como queria ser um nada
Um tudo mais tão diferente
E contudo só vejo esta estrada
Em que marcho contra a corrente

Amor, desculpa-me um dia
Só queria, regressar à nossa foz
Mas descobri que se te foi a magia
E de um dos dois se sumiu a voz

Desculpa-me um dia
Eu só te quis
Eu só te queria
Fazer-te correr feliz
Porque ainda acreditava em nós...

quarta-feira, 30 de maio de 2018

"The last Song"


Music was still on for us

When you opt to leave the floor

But I won't linger anymore

You´ve became now forever

My last unopen door

And this was my last song


So don't keep hanging on

Hoping I'll reopen us

The dream may still be over

But I can quite well live along


And you don't need to prove you're right

Cause I can prove you're so dam wrong

But it isn't worth to fight

My mouth has quit its tongue

No more surrenders to your last song

(x2)


And words are now just silence

So I need to and will move along

In this emptiness of reliance

I'll enframe your last defiance

And seed roots for a new song


And if one day you find you're wrong

I won't stay to be the right one

Cause my roots had strengthen

A new tree has grew again strong

And its branches won't reach for you

So forget we've ever had a song


So it isn't worth fighting

Your voice has left for long

And the words you've left unspoken

Are the ones I now sing alone

This was your last choice

This was our last song


And if one day you find you're wrong

I won't stay to be the right one

Cause my roots had strengthen

A new tree has grew again strong

And its branches won't reach for you

So forget we've ever had a song

(x2)



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Hoje vou dar colo à minha vida
Esquecer para sempre
Esta ou aquela tristeza
Tão bem e mal esquecidas
E até as outras
Das noites perdidas
Dos dias em que só me perdia
E de súbito me omitia
Sem sombra de beleza

Hoje serei total subtileza...

Vou deixar a louça por lavar
E a roupa por estender
Enlouquecer o sofá
Por não ter
Quem se lhe sente

Não mais dormente...

Hoje acendo-me
Resplandecente
E fogueio um passado
Sem mais presente
Passo-o pelas brasas
Dou-lhe tez de carvão

E esqueço o banho do cão
Dou abandono ao fogão
Salto-me como uma pulga
Em minha própria direção

Altivamente...

Hoje sinto eu e sinto muito
Por mim e por muita
Daquela gente
Que já não sente
E se senta
Apenas se senta...

Ausente
Num passado presente...

Ah! Vou na poltrona da vida
De coração lavado
D'alma estendida
De espírito requintado
Por um amor cozinhado

Lentamente...

E eis que me bate à porta
Gente
Pouco resplandecente
Daquela que não sente
E anda sentada de pé

Triste, não é?

Mas, surpreendentemente...

Convido-os para entrar
Não se querem sentar?
Lavar as mãos?
Estender os casacos?
Não tenho brasas na lareira
Desliguei o fogão
Mas ha café na cafeteira

Sou insolente...

Dão as horas na igreja
E o cão ladra de perdição
Sem que eu o veja
Ou me reveja

E o jantar
Encomendado
Como as almas
Chega à mesa
Toda a gente se senta
E assim se ausenta
Em sublime redundância

Latente...

Mas eu continuo resplandecente
Sozinho
E orgulhosamente
A dar colo ao que me falta
E fogo ao que faltou
Àquela gente
De pé para a vida
Arreado do passado
Jamais sentado

Hirtamente...

E no meio de mim
Sem tristeza
Numa súbita beleza
Vejo-me perdido dessa gente
E acho-me novamente

Duradouramente...

Boa noite
Até à próxima!
Voltem novamente (ou talvez não...)

E um inteiro de mim
Volta ao presente...

Sento o cão ao colo
Já não ladra perdidamente
Está dormente
E afago-lhe o pelo
Que fica em pé

Imponentemente...

Olho para a mesa
Cadeiras vazias
Pratos lavados
Toalhas estendidas
Copos por banhar

Parece que nem esteve lá gente...

Terei sonhado?
Ou foi parte de mim
Que me visitou
Saiu pela porta
E esqueceu o passado?

Não importa
Devo estar cansado
Vou dormir
Hoje ficou-me tudo arrumado
Mas amanhã ainda tenho a lida da casa

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A esperança será sempre
A primeira a nos morrer
Se antes dela nos alcança
Uma súbita desesperança
De nem sequer a querer ter

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Não queiras ser minha
Nunca te quererei minha
Quero-te apenas de ti
Sem te deter jamais

Porém, quero-te do meu lado
Mas, prometo, nunca serei teu
Sempre e apenas de mim
E, contudo, sempre do teu lado

Nunca me queiras diferente também...

Porque tu tão livre assim
E eu nesse descompromisso
Mas ambos num único lado de dois
Seremos longamente de nós...

sábado, 19 de maio de 2018

Não
Não sofro de solidão
Não enquanto doença
Mas ela contagia-me,
pelo menos,
Descrença de coração

Por me silenciar do amor
Dizendo-me sim à escuridão
Virulando-me muitas noites
Já imunes à paixão

E contudo, não,
Não sofro de solidão
Prefiro apenas pensar
Padecer de uma simples condição

Temporariamente breve
O tempo far-se-á solução

E ainda assim
Estou a tratar-me disso...

Mas o remédio, esse,
Tomei-o
Sequer inventeio-o?
Não
Ainda não...

Porém
Pesquiso-o todos os dias
Sem perder a réstia de crença
Patente ainda no meu coração

Serei minha própria resolução!

E um dia
Já curado do que não sofria
Incondicionalmente
Também
Render-me-ei do que nem foi
Assintomaticamente
Sequer passageira condição...


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Exactamente porque não és/a minha única preocupação/precisamente porque tenho/muit'outra gente no pensamento/e sou um diverso e repartido eu/tão inteiramente

Sinto agora tanto/mais do que nunca/ser este o momento ideal/para te ter ao meu lado

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Não precisas dizer que me amas
Sequer de o sentir levemente
Apenas que me gostes ao de leve
E que não te levites indiferente

Não precisas sequer me falar
Nem mesmo de me repensar
Basta imaginar-me presente
Num teu suspiro dormente
Ainda que sustido,
hesitantemente

E nem precisas contar a ninguém
Sequer lhes sussurrar suavemente
Que se à noite, pensas em alguém
Será de mim, que te sentes ausente?

Pois em cada dia que findar...

Eu continuarei a te amar,
levemente

A imaginar que te estou a falar,
tão suavemente...

A contar o nosso sussurrar
Ao que nem sequer é gente

E esperarei por ti
Até quando não te fôr inconveniente
E tu, possas amar novamente

Aqui onde estou
Precisamente
Aqui onde estou
Para sempre

Até a noite ser novo dia
E o dia, ser de si, tão diferente...

terça-feira, 8 de maio de 2018

Um pequeno rasgo de noite
Num cardado céu de estrelas
Cadentemente singelo
Prometendo mais noite
Além da que se avizinha
Adivinhando mais mundos
Avizinhando-se n'outras esferas
A outras coisas como terras
Ainda por prometer
Encobrindo tantas outras noites
Que, por ora,
não se descobrem
Somente se imaginam
Nos pequenos pontos de luz
Que o universo entrecorta
Entre as estrelas daqui
E também dali
Seja isso onde for
E porém um pedaço de noite
Pequeno,
para tantos dias,
Singelo,
para tanta decadência
Mas tão, rasgadamente,
prometedor
Vou mirando o fio do horizonte
Daqueles em que o sol afaga a água
Num pôr de tarde que me renova o dia

Nele sinto o mar e a poesia
No vento esvoaçam-me palavras
Sopradas pelo canto da maresia

E desse encanto sem sereia
Trovo versos de maré
Na linha de espuma da areia
Que anseia afagar-me o pé

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Voltei a ter saudades de sentir
Quero, de novo, o brilho do sol
E toda a incerteza do mundo
Que sinto girar sob meus pés
Lembro-me, outra vez, mesmo agora,
Que vale tanto a pena tentar ser feliz

E que quando o não for
E poucas não serão as jornadas
De somente luas cinzentas
Ostracizadas em reposteiro de nuvens
Ao menos não guardarei a dor
De me ter esquecido de mim

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Apenas cúmplice da solidão
Inocente do crime de paixão
Mas duma e doutra sem vontade

Vou seguindo na minha contramão
Em falsa e rôta promessa de colisão
Desacidentando-me doutra metade

Sou de mim mesmo um simples salvado
Destrocei-me em busca de salvação
Limito-me a ver fluir a vida alheia
Nesta breve passagem de mero peão

Estou condenado, mas seguro
Contra tudo e contra todos
Sou mestre nesta minha prisão
Jogando o xadrez da solidão


quarta-feira, 25 de abril de 2018

A spider grew on my balcony
I got entangled with the view
And though it did not dazzled me
It seemed to me as awkwardly new

Weaved I was in the irony
Of seeing a new whole world
Growing in the strings of its web
Miraculously about to unfold

terça-feira, 10 de abril de 2018

A vida fez de mim
Tudo o que pôde
Muito mais do que lhe deixei
Enquanto eu nunca quis,
mas sempre soube,
saber que um dia a deixarei

Penso menos de duas vezes
Nestas duas estrofes,
com e de menosprezo,
e às duas por duas
Sem haver três
Nem dois
Dou comigo,
mais uma vez,
sozinho,
Pois...

Enrolo-me depois,
na mortalha,
desta tentativa falhada,
de poesia desacompanhada

Amuo de costas para a parede
Fazendo-me pele no lençol
E vou para a cama comigo,
mais uma vez,
desaconchegado,
adormecendo em concha
Com a noitidão

sábado, 31 de março de 2018

Triste por natureza
Louco por pouca opção
Alegre sem franqueza
Ingénio sem noção

De fraco bater sem calma
Eis mal assim, mas tudo então
O que bem podia ser minh'alma
Mas, por desprezo, é só coração

Deitado fora dos meus sonhos
Por janelas que nunca rasguei
Vive rasgados e bem medonhos
Pesadelos que sequer mal sonhei

Ritmo disfarçado, genialmente
De alegoria que não se acalma
Bate, contudo, tão loucamente
Por tristeza de bomba sem alma

Eis bem assim
Mas contudo senão
Ser disto apenas
Feito o meu coração

E de resto e no demais
Salvo erro, falha ou defeito
Próprios ou até de meu pais
Se porventura ele tivesse alma
Esta não tardaria a copiar-lhe o jeito...

Mas bate coração
Calmamente, bate, bate, bate
Afinal só para isso foste feito

domingo, 18 de março de 2018

A morte por aqui
Hoje se vos acaba
Abaixo a despedida
O adeus não me é nada
Decreto para sempre vida!

Não me preguem a partida
Só sou familiar da chegada
Nem aceito sermões de saída
Quero o céu de porta fechada
A firma deus está encerrada!

Diabo de mania mundana
Despedirem todos de enfiada
Esta empreitada quer-se insana
Como obra nunca acabada

Que celestial inferno!

Perante entreportas da morte
Entre botão de infeliz sorte
Ou um tímido truz truz
Ficar-me-ei sempre pela entrada
Ninguém me apagará a luz!
E também vos venderei nada!

Pois escuta, jesus
Se bem que não oiças
Eu bem sei
Tens a campaínha sempre avariada

Qualquer coisa minha, do jeito
Entre o coração e a alma
Vá lá, tem calma!
Nunca sairão do meu peito
Nunca serão tua malga!

Passarás uma fome dos diabos
Tu e esse bando d'anjos quiabos
E o mafarrico, esse nabo lá atrás
Mictará infernalmente no penico

Irra satanás!
É assim, e mais nada!
A vida é minha, que cambada!

Assunto encerrado
Caso eternamente fechado
A minha vida hoje foi-vos roubada
E toda a morte fica assim indecretada

Dito, feito e assinada!
Minha Lei,
Também assim promulgada!
Publique-se, para a eternidade...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Cuidei mais de mim/para mim/e menos de mim/para os outros/e descobri ser comigo próprio/mais parecido do que me julgava

quarta-feira, 14 de março de 2018

Estou a morrer de frio
Mas não somente
Morro igualmente
Tão mormente
De tanto só

Preso na minha orla
Desapreendo gente
Desprendo friamente
Invisivelmente
Até o ombro do pó

Nem no morrer de sono
Afincadamente
Sequer aí abandono
Pena inconsequente
Letrada num único dó

Solfejo-me na ironia
Mas desacompanhadamente
Orquestro-me num presente
Passado sem companhia

Só, somente só

Pauto-me sem letra
Noto-me sem dó
Acompanhado apenas
Deste persistente gentio
Mas nobre estio deste pó

Já nada a morrer de frio
Mas todo a morrer de sono
e,
contudo,
Ainda mais a morrer de só

segunda-feira, 5 de março de 2018

De mim de todo sempre
Por nada tanto te quis
Recebe mudo perdão
Ainda se me sinto infeliz

Fui-te bem mal vivida
Não vi em ti guarida
Deixaste-me pouco,
A pouco,
Atrás de ti esquecida,
Desprotegida...

Eu que bem quis ser
Mas mal já quase sou
E em breve não mais
Serei sopro de tua vida

No silêncio te emudeço
Nunca porém esqueças
Eu jamais te esqueço

Espero que te mereças
Eu bem me mereço...

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Nunca soube/nunca quis/saber-me feliz

Nunca fui/nunca vim/em busca de mim

Todos dias/sempre segundo/nas honras de mundo

Só fui primeiro/quando redigi/minutas do meu fim

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Preciso de ti/muitanto/como nunca/mas precisamente/apenas de ti

Porque nunca/como agora tanto/sem imprecisão/preciso de ninguém

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Em plena concordância/sombra na solidão/contrariada contudo/pela falta de instância

Em recurso de negação/ alegrar-se-ia por tudo/no retornar sentir/sentido e reluzente não

domingo, 31 de dezembro de 2017

Menina/ com olhos de mulher/ingenuamente enternecida/tão forçada amadurecer

Também mulher/com olhos de menina/julgando tanto se saber/...e na realidade/sequer se imagina

Ainda homem/de laivos rapaz/sério e mal com a vida/por tanto incapaz/de alegria esquecida

E rapaz/com ânsia de homem/barriga vazia de adultidade/saciando fome perversa/bem nutrido era/em boa verdade...

E mesmo tudo/com retina de nada/que emociona com e sem sentido/visionária de ideais/que não quis/ mas já quer/mas sem à vontade...

Poesia? Talvez, na (ir)realidade...

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

De uma porção de sofrimento
Numa longa e não suave dor
Solta-se um breve lamento
Mas nunca rendido ao torpor
Da agonia sem esquecimento

Nunca se é só feliz meu amor
Nada é sempre um portento
Mas mesmo em pleno desamor
Espera de mim ser-te bom alento
Sabes-me sempre atento, sem favor

Não te esqueças no esquecimento
Mas não relembres seja o que for
Se o passado foi certo e tormento
Incerto o futuro traz-te um melhor
Dia de outra chuva e menos vento

Não se é só feliz meu amor...
Nào te esqueças, por favor...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Perdi o respeito pelo amor
Despeitei o carinho por mim
Fiquei sem noção do querer ser
Eu que em teoria tudo quase fui
Na prática, sou e serei quase nada

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Acontece que, por vezes, damos por nós a ter passado a vida querendo ser os outros, quando bastaria termos sido um pouco mais de nós.

Não tenho medo de dizer Que não tenho medo de morrer Mas nesse primeiro grau de destemor Esconde-se um secundário imenso pavor Real imag...